Nostálgico. Mas sou eu hoje...
Há muito tempo não escrevo. Parece que as palavras fugiram de mim.
Como que um seara... Sem muito a escrever... No entanto, há muita coisa
guardada dentro de mim.É escrevê-la é sempre uma catarse do meu próprio eu.
Nesse tempo que me distanciei das palavras, aproximei-me de outras,
não minhas, mas de outros que com seus belos e bem organizados textos puderam
me proporcionar algumas alegrias.
Escrever é uma arte. Tenho pena
de quem não consegue se expressar pelas palavras... Mas também tenho dó de mim
quando muito delas me afasto. E quando escrevo é bom, mas é ruim. Tudo porque
em curtos parágrafos me denuncio, me
mostro, me exponho. Uma exposição boa.
Já foi mais no tempo em que minhas palavras eram meias parábolas e
delas queria que um destinatário certo, que também compartilhava das idéias, as
compreendesse, entendesse, notasse, enfim... sei lá!! Sei lá o que eu queria!
Queria que o outro fizesse o que não fiz? Não! Hoje sou madura o suficiente
para entender que o que pudi...fiz! E não me arrependo de nada. Sem amargas ou
passageiras sobras em mim...
Sei que hoje vivo mais feliz, mais serena, mais eu. E isso é o que
realmente importa. Acredito que as coisas, os sentimentos e as pessoas mudam; e
que devemos aproveitar o tempo bom, as férias, as pessoas, os sentimentos, as
novidades, as cores, o vento, as flores e tals. Afinal, até as florzinhas
atingem um ápice e depois murcham. O amor para mim hoje é uma flor, só que é
uma flor eterna, que em cada etapa se refaz, melhor e mais forte. Agora a receita para isso eu também a duras e
alegres trombadas da vida eu aprendi, só depende de duas pessoas, pois quando
só um quer não há amor.
Aprendendo... mais feliz... a ser eu pois eu sou alguém...e agora
sinceramente vou até ser um tanto egoísta... não amo fulano, ciclano, beltrano... primeiro... Primeiro eu.. eu me amo!! Assim eu posso te amar com mais qualidade.


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