Sei lá...

                                            

Sei lá. Hoje acredito em coisas que antes nem percebia. São tantos momentos, coisas, pessoas que passam por mim. São tantas cobranças e necessidades que me enchem a cabeça e me questiono se realmente preciso delas.

E essa busca pela tal felicidade? Aff, que caos!! 

É uma busca tão desenfreada que as pessoas têm que não consigo, sinceramente, entendê-las. É um imediatismo pavoroso. Percebe-se claramente que esses questionamentos sobre a obrigação de ser feliz permeia os discursos da pós-Modernidade.

E que tristeza é observar a maioria das pessoas inscritas nessa corrida.

Já percebi uma coisa. Quando quero muito alguma coisa, ela se afasta tanto. E quando falo que não vou mais atrás, ah, no outro dia ela aparece à porta.
Já amei o texto do Mário Quintana que diz que o' segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.' 

Ah pelo amor que tenhamos a vida, vamos deixar as borboletas bem tranquilas no lugar delas mesmo. Se algum dia elas quiserem se achegar, que fiquem a vontade. Sigamos firmes a acreditar que a felicidade só depende de nós, e que ninguém poderá nos compreender melhor que nós mesmos. E a felicidade pode até estar nas pessoas, coisas, mas será apenas um acréscimo.

E para que o caos não se instale deixo aqui nessas linhas a certeza de que não estou nem aí para o que vão achar. A felicidade sou eu que vou viver, e como vou encontrá-la, só Deus é quem sabe!





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